Para a maioria das pessoas idosas com queixas de memória, o geriatra é o médico indicado para iniciar a investigação. Ele realiza a avaliação cognitiva, pesquisa causas reversíveis dos sintomas, solicita os exames necessários e acompanha o tratamento quando o diagnóstico é confirmado. Sempre que houver necessidade de investigação complementar, apresentações atípicas ou outras condições neurológicas associadas, o geriatra atua em conjunto com o neurologista para oferecer o cuidado mais adequado ao paciente.
Tem expertise aprofundada na fisiopatologia das demências e em exames neurológicos específicos. É essencial em casos atípicos, de início precoce ou quando o diagnóstico diferencial exige investigação mais complexa.
Realiza a avaliação cognitiva com testes padronizados (MEEM, Teste do Relógio), descarta causas tratáveis como hipotireoidismo, deficiência de vitamina B12, depressão ou efeito colateral de medicamento, e gerencia todas as outras condições do paciente ao mesmo tempo.
O papel do geriatra aqui é enxergar o paciente inteiro. Quando alguém com suspeita de Alzheimer também tem hipertensão, diabetes e usa seis medicamentos diferentes, é ele quem acompanha o quadro completo e define, junto com a família, o momento de envolver a neurologia.
Esquecer eventos recentes com frequência crescente, repetir perguntas no mesmo dia, ter dificuldade para encontrar palavras no meio de uma conversa e se desorientar em lugares familiares são os sinais mais comuns. Isso não confirma Alzheimer isoladamente: uma parte relevante dos casos de esquecimento preocupante em idosos tem causa tratável e reversível.
A avaliação geriátrica diferencia o envelhecimento cognitivo normal, que é esperado, do início de um processo degenerativo real. Por isso, o primeiro passo diante de qualquer um desses sinais nunca é assumir o diagnóstico, é procurar avaliação especializada.
Importante: esses sinais isolados não fecham diagnóstico. Só a avaliação geriátrica diferencia causa reversível de processo degenerativo.
O diagnóstico de Alzheimer é clínico: não existe exame de sangue ou imagem que confirme isoladamente. Ele é construído em etapas, combinando avaliação cognitiva, exames laboratoriais e neuroimagem quando necessário.
Testes padronizados: MEEM, Teste do Relógio e MoCA, além do histórico clínico completo e da conversa com a família sobre as mudanças percebidas no dia a dia.
Função tireoidiana, vitamina B12 e D, sódio e glicose. Uma parte dos quadros de esquecimento tem origem aqui, não em uma doença degenerativa.
Solicitada para descartar outras causas estruturais e apoiar o diagnóstico diferencial, não como exame isolado de confirmação.
O acompanhamento é conduzido por uma equipe. Cada profissional cuida de uma frente da doença e todos trabalham a partir do mesmo plano.
Conduz a avaliação cognitiva periódica e a revisão dos medicamentos antidemenciais conforme a fase da doença.
Oferece suporte ao paciente nas fases iniciais e aos familiares cuidadores em todas as fases da doença.
Monitora a deglutição desde as fases intermediárias para prevenir pneumonia aspirativa.
Mantém a autonomia nas atividades básicas e orienta adaptações no ambiente doméstico.
Coordena as comunicações entre todos os profissionais quando algo muda no quadro do paciente.
Veja como o geriatra coordena todos os especialistas em um único plano.
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