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Prevenção de quedas depois dos 60 anos: avaliação de risco com equipe médica integrada

Um em cada quatro brasileiros com mais de 60 anos cai pelo menos uma vez por ano, segundo o estudo ELSI-Brasil, publicado na Revista de Saúde Pública. Na Mais60, o geriatra avalia o risco de quedas e define um plano de cuidados individualizado. Quando necessário, o acompanhamento inclui fisioterapia, orientação do farmacêutico clínico sobre o uso seguro dos medicamentos e terapia ocupacional para dar mais segurança e autonomia no dia a dia.

Por que a queda é séria

Por que queda em idoso é considerada evento clínico sério?

A queda raramente é apenas azar. Costuma ser o resultado de uma ou mais condições clínicas que comprometem equilíbrio, força, visão, cognição ou a capacidade de reagir a um desequilíbrio. Quando resulta em fratura de quadril, o problema deixa de ser apenas ortopédico: a combinação de cirurgia, imobilização e perda muscular acelerada abre caminho para trombose, pneumonia e perda de independência. No estudo ELSI-Brasil, 1,8% das quedas resultaram em fratura de quadril ou fêmur, e quase um terço dessas fraturas exigiu cirurgia com colocação de prótese.

Por isso toda queda entra na Mais60 como sinal de alerta. Achar a causa é o que impede a próxima.

25,1%
dos brasileiros com 60 anos ou mais que vivem em áreas urbanas caíram pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores
Fonte: estudo ELSI-Brasil, com 4.174 participantes. Pimentel WRT e col. Revista de Saúde Pública, 2018;52(supl. 2):12s.
Consequências possíveis da fratura de quadril
Imobilização prolongada e perda muscular acelerada
Risco aumentado de trombose e pneumonia
Perda de independência funcional
Causas

Por que idosos caem? As principais causas

Na maioria dos casos, mais de uma causa está presente ao mesmo tempo, o que reforça a necessidade de uma avaliação completa em vez de tratar só o sintoma mais visível.

Medicamentos

Anti-hipertensivos, diuréticos e sedativos revisados pelo farmacêutico clínico com foco nessa classe.

Fraqueza muscular (sarcopenia)

Educador físico e fisioterapeuta trabalham fortalecimento progressivo.

Hipotensão ortostática

Tontura ao levantar rapidamente, comum em hipertensos e no Parkinson.

Fatores ambientais

Tapetes, iluminação e banheiro sem barras, avaliados pelo terapeuta ocupacional.

Comprometimento cognitivo

Dificuldade de perceber e reagir a riscos presentes no ambiente.

Sinais de alerta

Quando a avaliação de risco de queda não pode esperar

Já houve uma queda nos últimos 12 meses, mesmo sem lesão
Tontura ou desequilíbrio ao levantar da cama ou cadeira
Uso de quatro ou mais medicamentos simultâneos
Insegurança perceptível ao caminhar ou mudar de direção
Medo de cair que já limita atividades do dia a dia
Diagnóstico de Parkinson, AVC ou comprometimento cognitivo
Processo de cuidado

Como a Mais60 avalia e previne quedas?

1
Geriatra conduz a avaliação inicial de risco

Aplicação de escalas geriátricas padronizadas para quantificar o risco individual de queda, considerando histórico, medicamentos e capacidade funcional.

2
Fisioterapeuta desenvolve treino de equilíbrio

Programa individualizado de fortalecimento e treino de equilíbrio, com progressão acompanhada ao longo do tempo.

3
Farmacêutico clínico revisa os medicamentos

Revisão com foco específico nas classes associadas a risco de queda, como anti-hipertensivos, diuréticos e sedativos.

4
Terapeuta ocupacional avalia o ambiente doméstico

Visita ou avaliação guiada do ambiente, com modificações priorizadas por impacto: banheiro, iluminação, tapetes e obstáculos.

5
Educador físico conduz o programa de longo prazo

Exercícios funcionais contínuos que mantêm o ganho de equilíbrio e força ao longo do tempo, todos com o mesmo prontuário compartilhado.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre prevenção de quedas em idosos

Uma queda sempre significa fratura?
Não, mas toda queda em idoso merece avaliação, mesmo sem lesão aparente. A queda costuma ser sinal de uma condição clínica de base que precisa ser identificada antes que aconteça de novo.
Existe forma de prever o risco de queda?
Sim, escalas geriátricas padronizadas ajudam a quantificar o risco individual, considerando equilíbrio, força muscular, medicamentos em uso e histórico de quedas anteriores.
A prevenção de quedas é coberta pelo convênio?
Sim, pela Unimed BH, Fundaffemg e Desban. Para quem não tem convênio, existe o Mais60 Essencial por R$329 por mês.
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Próximo passo

Seu familiar já caiu ou você percebe insegurança ao caminhar?

Na avaliação de risco de queda, o geriatra aplica escalas padronizadas e examina equilíbrio, força muscular, visão, cognição, medicamentos em uso e histórico de quedas anteriores. A partir do resultado, define o que precisa de fisioterapia, de revisão de medicamentos ou de adaptação da casa. Retornamos em até 24 horas para agendar.

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